domingo, 18 de agosto de 2013

Escalas de medição.

O seu nível de pobreza é medido proporcionalmente ao seu nível de excitação quando você ganha brindes. Seu nível de gordice é medido proporcionalmente à sua felicidade se esses brindes forem comida.


No meu caso:
Resultado da escala de pobreza: 10/10.
Resultado da escala de gordice: 10/10.

sábado, 17 de agosto de 2013

Analfabetismo amoroso.

Considero esse jejum de sete meses desse blog uma empáfia e, apesar de ter pensado muitas vezes em escrever, acabei indo comer chocolate, escrever um artigo ou tirar um cochilo. A ausência faz parte da vida – da minha e, aparentemente, das outras três autoras desse blog também. Mas o que importa é que ainda acontecem coisas que fazem com que minha gana por compartilhar minhas ideias fale mais alto e a bola da vez é habilidade que algumas pessoas têm em expressar seus sentimentos de modo tal, que quase me fazem parar de acreditar no amor.

Todo mundo já teve aqueles rolinhos primavera na infância, né. Uma amiga bem querida teve um rolinho há quase uns dez anos com um rapazinho que resolveu relembrar o sentimento da sua juventude e escrever para ela declarando seu amor. Romântico, né? Só que a grande surpresa foi a maneira que o coleguinha escolheu pra colocar para fora todo o seu amor.

Pombinho apaixonado: “oi posso te fala uma cuiza ta engasgado aq eu nuca te esquesi eura meio muleke na epoca mais ate hj situ uma coiza enesplicaviu dentro de mim pode ate acha q so um bobo mais e cerio mais e cerio vc cempre foi e vai cer especial nao tinha como me espressar vc sempre tinha outra pessoa me atrapalhando de falar sobre meu cetimetos por vc q sempre foi muito forte . como esquesse olguem q c ama vc sabe me dis nao to pedindo pra vc voltar pramim ou me amar so falei q eu nuca te esquessi”

Vale ressaltar que o coleguinha é aluno universitário. Agora, sério, como proceder com uma declaração de amor tão genuína? Não quero agir como uma grammar nazi - apesar de adorar um exercíciozinho de Sintaxe e de estudar para ser professora de Português - mas uma coisinha ou outra são fundamentais: tipo estar no ensino superior e tentar escrever, PELO MENOS, alguma coisa que lembre o som daquilo que você diz. É pedir demais?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Machismo tá na moda?

Desde que me mudei pra Curitiba, em março de 2011, não tenho televisão em casa. No início me senti uma revolucionária, depois uma excluída. Mas confesso que eu adoro e até sinto falta de ver esses reality shows babacas de gravidez na adolescência, dietas, plásticas, reformas e mudança no visual. Até porque, uma das coisas que eu mais gosto de fazer na vida é reclamar e ficar xingando o mau gosto alheio é tipo um hobby pra mim. 

Vim passar uma semana na casa da mamãe e tenho ao meu dispor uma televisão gigante com uma gama de canais à cabo. Consigo passar um tempo consideravelmente grande assistindo bobagens mas eis que um programa realmente conseguiu me tocar: Your style in his hands (Dormindo com meu estilista). 

O nome já é bem sugestivo, mas tentem imaginar a seguinte situação: uma mãe que trabalha em um hospital 10 horas por dia, tem dois filhos pequenos, uma casa enorme e um marido. Essa mulher que além de trabalhar e se preocupar com a sua própria saúde, entretenimento, com a educação dos filhos e com a família SUPOSTAMENTE precisa pensar um pouco mais no quanto o seu querido marido sente falta de vê-la usando babydoll transparente de oncinha. Afinal, o valor das relações mora aí, né. Aí algum inteligentão inventou o reality show mais escroto do mundo que funciona assim: a mulher sai de casa, o marido vai até o seu guarda roupas e separa todas as roupas, sapatos, acessórios e roupas íntimas que ele não quer mais ver em sua bela donzela e joga em um INCINERADOR DE ROUPAS (de verdade, é uma máquina como aquelas de escritório de picar papel feita para roupas). Aí ele vai SOZINHO comprar o armário dela do jeito que ele achar melhor. Algumas das chamadas do programa dizem inclusive "ela não tem nenhum controle do que vai vestir" e "o marido tem total liberdade para escolher como sua esposa deve se vestir".

Assistir a esse programa começou a me causar um desconforto tão grande que eu mal estou conseguindo articular meus pensamentos. Eu não sei o que merece mais atenção: a iniciativa de criar um programa que deixa a mulher numa posição tão vulnerável e suscetível aos desejos do homem ao ponto de deixar de ter voz em uma coisa tão básica quanto vestir-se; os casais acharem a ideia legal e quererem participar desse circo; um cara achar que a esposa não pode usar moletom ou ter uma calcinha grande porque não é suficientemente sexy pra vida real ou uma mulher achar que sua opinião, conforto, vontade, desejo sejam menos importantes do que a vontade do marido dela de ter uma mulher gostosa pra gringo ver.

Tentando não deixar essas observações preliminares me fazerem desligar a televisão continuo assistindo ao espetáculo de um indivíduo que joga fora todas as calcinhas de sua esposa e as substitui por 6 conjuntos de lingerie de enfiar na bunda, com renda, babados e cinta liga esquecendo-se de detalhes básicos do tipo: as mulheres passam 1/5 do mês menstruadas, por exemplo. Ou que talvez um fio dental não seja a opção mais confortável pra uma enfermeira ou que talvez a esposa dele ache feio ou desconfortável ou odioso, apenas (afinal, a bunda é dela, a boceta, mas quem decide o que vai ficar ali por cima é ELE). Aí esse mesmo marido acha por bem jogar todos os tênis que essa mulher usa no seu dia-a-dia corrido e os substitui por: 4 saltos de 15cm, 2 anabelas de 10cm e uma bota de cano altíssimo. Ótimas escolhas! Eu mesma só vou pro trabalho, pro mercado, pra faculdade e pro banheiro de salto agulha. Tá de parabéns!

Será que o que leva uma mulher que tem uma filha de 4 anos e um filho de 1 ano a andar de moletom é apenas uma vontade incontrolável de ficar menos atraente para o seu marido? CLARO! COM CERTEZA! Porque tudo o que as mulheres fazem na vida está condicionado aos desejos de seus belos maridos, não é mesmo, meninas? 

Da limpeza inicial do armário da mulher que tinha basicamente calças jeans e calças de moletom, camisetas, tênis e casacos não sobrou nada. Mas o desejo incontrolável de seu lindo esposo em ter uma mulher atraente o fez comprar APENAS mini shorts, mini blusas, mini saias, mini vestidos, saltos, calcinhas fio dental etc etc etc. 

Depois dessa folia toda, o marido vai torrar o resto do dinheiro com a apresentadora/estilista e terminam, ao fim do dia, gastando $7.500,00 em roupas que eles acham adequadas para uma mãe sexy do século XXI. E é isso. Em 2013 milhões de pessoas param para assistir a esse belo show escancarado de machismo em um nível mundial. Só pra finalizar esse pequeno desabafo, termino com um diálogo entre a apresentadora e o marido:

- Você quer que ela use meia fina? 
- Sim. 
- E quando ela vai usar meia fina, Luke?
- Quando ela estiver limpando a casa e cozinhando.

Sem mais.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Adeus ano velho, feliz ano novo...

Então é ano novo. Hora de rever conceitos, pensar sobre o que fizemos de bom ou ruim e tentar refazer tudo de forma mais madura e eficiente. Ou de simplesmente culpar o destino tentar uma mandinga da boa para que no ano que vem a sorte, os anjos ou algum espírito de luz possa nos trazer os clássicos amor, dinheiro e saúde. Claro que como membra muito elegante do Tá Me Chamando de Gorda eu escolhi apelar para a magia para garantir um 2013 de sucesso. Vão aí as minhas (que eu aprendi na internet, claro) simpatias para o próximo ano. Dá tempo de se preparar e fazer também. E se você tem alguma superstição bem bacana que é garantia de sucesso, compartilha aqui com as amigas!

Quando comecei minha vasta pesquisa online, nem terminei de digitar simpatias o google completou: simpatia para arranjar namorado. Pois é ou não é o amor (ou mais, a falta dele) que nos tira o sono? Então comecemos pelo importante, como arrumar um namorado nesse ano que vem por aí. 

Quem já tem uma alvo pode pegar uma vela branca virgem e escrever na vela o nome completo do pretendente de um lado e o seu do outro lado. Atenção que a simpatia diz que tem que escrever com palito de dentes, outra mídia pode estragar o processo todo. Tem que passar a vela no mel e acender sobre um pires branco. Dizem que é garantido e que depois de alguns dias - não sei quantos - essa pessoa especial vai se declarar para você. 

Para a hora da virada você pode escrever o nome do pretendido sete vezes em um papel e guardar dentro do sapato esquerdo. Quando todo mundo estiver na contagem regressiva, bata o pé no chão sete vezes enquanto repete o nome dele. Sim, é estranho, vai causar desconforto nos outros foliões; mas tudo é lindo em nome do amor. Parece se você abraçar uma pessoa do sexo oposto depois das batidinhas dá mais sorte. Se você estiver em busca de um amor gay já não sei se o abraço deve ser em alguém do mesmo sexo, como fica a dinâmica. Minha sugestão pessoal é: agarre alguém que te pareça atraente, aproveite para tirar uma casquinha e diga que é superstição. Pelo menos assim você garante um pouco de ação nessa virada.

A simpatia para a felicidade envolvia começara a usar uma par de meias brancas no dia 28 de dezembro. Além de ser tarde demais, eu duvido que usar o mesmo par de meias quatro dias vai trazer algo além de micose e chulé, convenhamos. Então vamos logo para a fortuna, que é bem mais fácil ser feliz bebendo um champanhe na França.

Para ter muito dinheiro a dica é o desapego. Leve para a festa sete moedas de dinheiro corrente, que a gente usa mesmo. Sete minutos antes da virada distribua para os coleguinhas festeiros e guarde uma para você. Lembre que essa tem que ficar na sua carteira como seu talismã, não vale gastar no fim da noite pra comprar o cigarrinho picado de bêbado, hein?

Finalmente, lembre-se de não usar roupas apertadas na virada ou você passará muitos apertos no ano vindouro. Bom, vamos tentar de tudo, não é mesmo? Boas champanhotas para todos nesse reveillon e, tomara, um 2013 bem legal para todos nós.



sábado, 1 de dezembro de 2012

Santo casamenteiro.

Tudo indica que hoje (ou algum dia próximo) é dia de St. Andrew e aparentemente ele é um santo casamenteiro. Não que eu seja uma pessoa religiosa, mas sabe como é, sempre levo em consideração demais as coisas inúteis que ouço falar. Os últimos meses têm sido agitados aqui pela região Sul, academica, social e emocionalmente falando - o que justifica a ausência de 50% das colaboradoras desse blog. Mas os tempos de maré mansa chegaram - e tão logo chegaram logo já se vão - e a notícia do santo gringo casamenteiro envolvendo *simpatia* pras encalhadas é uma coisa que merece atenção e, é claro, registro.

Voltando pro santo: rolam duas superstições; a primeira é que quem tá correndo atrás de marido deve jogar um sapato em uma porta e se o sapato parar com a ponta virada pra porta significa que a donzela vai casar e sair da casa dos pais em um ano (adoro essas especificidades que deixam as donzelas que já saíram da casa dos pais de fora da busca pela metade da laranja). Isso mesmo, agora a onda é jogar sapato na porta. É óbvio que ao passo que li essa notícia prontamente joguei meu Keds na porta do meu quarto. Um mix de alívio e vergonha de mim mesma - por me submeter a esse tipo de coisa e de alguma forma levar à sério  -aconteceu quando o sapato caiu apontando pra porta. Mas como boa mineira desconfiada e fã número 1 da regra de "melhor de três" resolvi jogar mais duas vezes pra garantir e: batata! Bico pra porta três vezes seguidas! Dezembro de 2013 promete!


A segunda simpatia envolve descascar uma maçã sem "interromper" a casca e jogar essa tripa de casca por cima do ombro. Se a casca formar uma letra, NATURALMENTE, esta será a primeira letra do nome do seu MARIDO. Sério, crendice é tudo de bom! E adivinha se por sorte eu não tinha duas maçãs da Turma da Mônica na geladeira? Descasquei a primeira. Foi terrível, aquela mini maçã é uó pra descascar. Resultado, a casca ficou toda picotada e quando eu joguei pra trás ela despedaçou e formou *letras* randômicas. Pensei em fazer um quebra-cabeça e ver quais letras dariam pra formar e por um lado me senti sortuda por ter tantas possibilidades mas achei melhor descascar a outra, dessa vez com mais cautela (detalhe aqui que a linda da minha roommate ficou ofendida porque eu não deixei uma maçã pra ela fazer também. Porque aqui nessa casa o mais normal vê espírito e rasga dinheiro). Consegui uma tripa digna e joguei pra trás e achei o resultado ambíguo. Porque assim, né, casca de maçã jogada pra cima com certeza vai formar qualquer letra do alfabeto e incluir os pretês cujos nomes comecem com R ou S ou T - super condiz com a anatomia da coisa. Mas é isso. A regra não era muito precisa quanto à posição que você tem que ficar em relação à casca pra analisar a letra, sendo assim, no meu caso pode ser um G, um O, um Q, vai saber.


Mas o mais engraçado disso tudo é lembrar, à 1h09 da manhã, que eu sou uma mulher de quase 25 anos que trabalha, faz 10 matérias na faculdade, pratica esporte, participa de grupo de estudos mas que ainda assim se dá ao trabalho de deixar todas essas coisas em segundo plano em função de uma ciência tão exata e precisa quanto essa. Mas é isso. Bora lá, né? Beijos.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sete-pele

Que agosto é um mês ingrato não é novidade nenhuma, mas esse agosto passado foi muito além do desgosto e do mau gosto. Além de não ter feriados, ser nessa época mequetrefe de mudanças climáticas, fim de férias e o escambau, dizem que é o mês do diabo. Mais precisamente, o dia 24 de agosto é conhecido por ser aquele em que a besta solta fogo pelas ventas percorrendo os céus. Misticismos à parte, esse mês não é fácil. 

Relacionamentos começam e relacionamentos terminam, fato. Muitas vezes esses processos são cansativos ou dolorosos mas o consolo é que depois que acaba, acaba. A surpresa vem quando meses depois de findado o tal relacionamento ele (ou a ideia que se tem dele) ainda te dê dor de cabeça. Aí, meu amigo... Aí você tá fodido. Nossa querida Cris, que pelo bem geral da nação e das moças desavisadas, resolveu expor seu drama (no último post). Acontece que ela teve um lapso de consciência um dia e resolveu dar uma chance pra cria do cão. Só de olhar, numa primeira observada bem cheia de julgamentos, logo se via que a criatura não era benta (e esteticamente distante do que minha tão querida amiga merece). Previ que o fracasso estava perto quando em um belo dia, na nossa própria casa, depois de ter comprado, feito e servido o jantar para todos, o Cramunhão (bendito seja!) ao se ver perante a uma mulher (eu) que reclamava de cólica intensa - depois de cozinhar a comida que nessa altura já estava em sua boca ácida - começa a rir descaradamente e solta o seguinte impropério: ninguém mandou nascer mulher, na.minha.própria.casa. BITCH, PLEASE! 

Depois disso foi só ladeira abaixo e agora, depois de alguns meses de fim dessa bela e rica relação, o bonitinho resolve aparecer mandando uma carta, onde ele narra a história da relação dos dois como uma história, na terceira pessoa (tão original) falando como se ele tivesse dormido esse tempo inteiro e não estivesse lá, de fato (vou deixar para falar  dos erros de concordância e ortografia em uma próxima colocação ). E ainda aproveitando a chance para tentar destruir a auto estima, a dignidade e a paz interior da MINHA BROTHER. Mas o lance é o seguinte, ô anhangá, mexeu com minha amiga, mexeu comigo. E pra quem não sabe, além dessa carinha de princesa eu tenho 1,80m de altura e muita força nos braços (que se potencializa quando eu fico com ódio). Mas... como tenho procurado evitar prisões ou processos, apesar da mãe advogada e feminista, resolvi fazer diferente. Lanço agora aqui o projeto Fique Bem, um tributo à Sophie Calle, onde cada dia (por quantos dias forem necessários) alguém vai fazer sua leitura da bela carta (que vou colocar nos comentários). Se alguém quiser participar, é só mandar por comentário ou e-mail pra gente. Preparem seus coraçõezinhos. E, Cris, sério, por você eu cairia no braço com o sete-pele. Te amo. <3 

sábado, 1 de setembro de 2012

Lobo em pele de cãozinho abandonado.

  
  Aí você vai em uma balada despretensiosa. Lá, encontra um menino com cara de cachorrinho abandonado, tão sarnentinho e desajeitado que você resolve levar para casa. 
O cachorrinho vai ficando, ficando. Ele é meio sem jeito, um pouco incômodo mas você pensa: o bichinho tava abandonado, só precisa de um pouco de amor. Ele rói seus sapatos, faz xixi no carpete, late para seus amigos. Você respira fundo; paciência, paciência. O cãozinho vai tomando cada vez mais espaço. Come toda a sua comida, demanda passeios constantes, quer atenção integral. Ele não dá nada em troca mas você acredita em resgatar animais de rua, pobre do cachorro, vai aguentando como pode. Se agarra ao mantra: paciência, paciência. Tenta adestrar o cachorrinho, tenta conversar com o cachorrinho. Ele não é muito apto a aprender mas você acha que pelo menos ele não é capaz de fazer mal a ninguém, bichinho inocente que é.
  Um dia, você olha em volta e vê que sua casa se tornou um canil bagunçado e fedorento; finalmente, manda o mantra da paciência pastar e o cachorrinho também, até você tem seus limites.
 Você se sente mal mas é mesmo uma iludida e pensa que você e o cachorrinho podem ser amigos, que existe dignidade nas relações e tal. Ah, a ilusão é uma coisa linda, até que acaba. Cachorrinho continua terrível, você está cansada e resolve encerrar as tentativas de amizade. A coisa já está ficando deselegante e você, bestinha que é, prefere finalizar a história com algum respeito mútuo. O bicho, de cãozinho vira lobo e te manda uma carta que, fosse uma mordida literal, arrancaria no mínimo um braço ou perna. 
  Tem umas expressões bem elegantes mas eu ainda não sou capaz de reproduzir. Quem quiser a carta na íntegra pode pedir nos comentários ou por e-mail que eu mando. E aqui eu perdi o tom da historinha porque olha, ainda estou assustada demais. As outras Tá me Chamando de Gorda vão fazer intervenções aí com o material mesmo da carta, uma vibe Sophie Calle de ser e viver, porque pra mim foi demais. 
  Pois é, turminha, resgatar bichinhos abandonados é lindo, mas fiquem atentos porque vocês podem tomar uma mordida e seu cachorrinho abandonado pode estar cheio de raiva e de rancor. 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Bullying na hora do almoço não pode

Vem cá, a gente tem cara de palhaço, né?
Eu saio do meu trabalho, desço na praça de alimentação do shopping pra almoçar, porque queria uma comidinha gostosinha, quentinha e com molho, e penso: hummm, vou dar mais uma chance pro SPOLETO.



Me arrependi. O COZINHEIRO FAZ BULLYING COM VOCÊ, você é obrigada a escolher os ingredientes sob pressão e a comida ainda vem fria.

Eu não sei se algum componente do meu mapa astral é responsável por isso, ou se é só mais um charminho da minha personalidade, mas eu posso ser MUITO indecisa. Ter alguém gritando: PRÓXIMO INGREDIENTE, PRÓXIMO INGREDIENTE, MASSA, MOLHO, PRÓXIMO, MAIS TRÊS no meu ouvido NÃO me ajuda a decidir.

Quando é aquele espoleto do posto de gasolina com o super microondas, pelo menos a comida vem quentinha, sabe =(






Hoje eu cheguei do almoço aqui no trabalho dizendo que ia escrever pro thammy a respeito do bullying na hora do almoço. A Helô, minha amiga aqui do trabalho, perguntou se eu já tinha visto esse vídeo. ME IDENTIFIQUEI DEMAIS, é exatamente isso que eu quis dizer.


UPDATE: O Spoleto contratou esse mesmo pessoal do vídeo pra fazer um vídeo-resposta, também muito bem humorado, que no final pede para os clientes enviarem suas reclamações para o e-mail "sos@spoleto.com.br".
Belíssima gestão de crise!!!
Eu mandei e-mail pra eles (inclusive com o link aqui pro Thammy) e a Raquel me respondeu bastante rápido. Ela realmente leu o meu e-mail e me respondeu de maneira personalizada. Muito amor.

Vou colar aqui o e-mail dela:

"Oi Patricia,

Que péssimo que você se identificou tanto com o vídeo... Em qual loja você esteve pra gente checar a situação e resolver o problema?

Quanto aos elogios, muito obrigada. Ficamos feliz que tenha gostado da nossa brincadeira e fizemos realmente pra ouvir o que vocês tem a dizer para  melhorarmos de fato!

Mas, me conta onde foi para agirmos e prometo te retornar com uma posição mais clara.

Muito obrigada pelo email e post no seu blog!

Raquel"


E aqui o vídeo-resposta:


Vamos torcer para que o trabalho deles dê certo, porque eu curto muito comer macarrãozinho na hora do almoço, mas sem bullying!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Mulheres de iniciativa

O GIF a seguir foi encontrado no http://qmdisse.tumblr.com/





TODO MUNDO BULINANDO OS GATINHO NA RUA, UHUUUUUL!

Esse negócio de ser mocinha e princesa (veja aqui os mandamentos da princesa da pastora Sarah Sheeva) não tá com nada. O negócio é... O negócio é abordar os gatinhos, ou o seu namorado, ou o seu peguete, ou o seu marido, e fazer o que quiser com ele.

Tchau!



Disclaimer:

A pesar do tom bem humorado do gif, uma grande quantidade de mulheres sofre esse tipo de agressão em ambientes como shows de axé e baladinhas. Por mais que eu ache que algumas delas perpetuam esse tipo de comportamento ao usar roupas quase inexistentes e realmente cederem a tais apelos "super sensuais e atrativos" de alguns caras muito babacas, esses caras muito muito babacas deviam sentir na pele o que é isso pra entenderem que é uma violência. Isso é muito muito chato, desagradável e, no meu caso pelo menos, uncalled for. Qualquer mulher que se respeite, embora ache bacana ser elogiada e receber um ou outro flerte, não acha legal quando um desconhecido te abraça, coloca a mão na sua barriga ou acaricia seus cabelos. Isso é violência, se não física, no mínimo simbólica, então parem com isso.



Então, eu não vou ficar falando sobre feminismo, feminazi, femismo, pseudo-feminismo. Eu me importo (sim, MUITO) com essas questões, mas pros efeitos do Thammy, estou CAGANDO E ANDANDO pro fato de alguma dessas desorientadas (as pertencentes aos grupos citados acima, exceto as feministas mesmo) poderem me interpretar mal.  

segunda-feira, 23 de julho de 2012

entretenimento lixo e bons amigos é tudo que eu preciso.

passei o fim de semana quase todo em casa, curtindo uma ressaca inacreditável. sim, eu tomei três latas de cerveja e parece que virei a noite de sexta feira bebendo gasolina direto do galão. mas se juntaram a mim a thammy marcelinha - ressaqueada como eu - e o casal do coração. vimos uma série sobre a casamenteira dos milionários que trata as mulheres como produtos e os clientes como crianções mimados (bem que eles são mesmo). é revoltante, é de mau gosto, é tevê trash em seu auge. mas o ponto alto mesmo foi a série nova que resolvemos baixar para conhecer. aleatoriamente, escolhemos jane by design. é uma versão tosca e adolescente de o diabo veste prada. não vou me alongar porque esse link já leva para uma sinopse da belezoca (e os capítulos para você baixar e se apaixonar também). claro que odiamos e por isso mesmo tivemos que assistir vários episódios. acabou virando um drinking game: se a gente acerta o que vai acontecer na próxima cena, tomamos um gole. é de terminar o capítulo lambendo o chão. olha, era o que eu precisava: os amigos queridos na minha cama rindo, comendo, vendo bobagem e aproveitando o ócio. e simples assim, mesmo com alguns vômitos e uma dorzinha de cabeça eventual, o fim de semana foi lindo. 



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Incompetência Culinária (ou Como eu descobri que sou uma Mulher Moderna)





Eu posso até não me vestir como a maioria das jovenzinhas da minha idade (24), não me comportar como a maioria delas (na maior parte do tempo, pelo menos), mas uma coisa é certa: eu sou o que eles chamam de “mulher moderna”.

Acabei de gastar 3 horas do meu último dia útil de desemprego férias forçadas fazendo cookies, porque a minha TPM estava exigindo um docinho. Gastei, porque os “cookies” ficaram HORROROSOS. Assim, péssimos. Continuo de TPM, mas agora estou arrasada e sem doces.



Semana passada eu decidi fazer um bolo, usando a receita de sempre. Uso uma receita básica do livro “Truques da Cozinha” que a minha mãe me deu uns anos atrás, quando eu disse pra ela que não sabia fazer arroz. O diabo do bolo misteriosamente transbordou da forma e sujou o fogão todo. Ficou metade assado e metade cru, a massa não parava de transbordar por todos os lados e a fumaça da massa queimada no fundo do fogão tomava conta da casa toda.


Olha, eu claramente não tenho talento na cozinha. O meu namorado diz que eu não sei lavar louça. É isso. Sou uma "mulher moderna". De agora em diante comida só congelada, vinda pronta em saquinhos ou direto do restaurante. 

(lágrimas modernas de decepção e frustração escorrendo no meu rosto moderno)



(A imagem do começo do post veio desse site aqui, em um artigo com tópico não relacionado mas que eu até achei interessante. http://www.the-spearhead.com/wp-content/uploads/2010/10/ni-phobia-im-a-modern-woman.jpg)

sábado, 7 de julho de 2012

Novos níveis de humilhação

Depois de tanto tempo passei aqui só para compartilhar que: minha vesícula resolveu virar produtora de pedras (mas assim, centenas de pedrinhas) e tive que tirar a ridícula. Então, depois desse pós operatório gostoso, ficar fechada em casa e quase esquecer que o mundo lá fora existe resolvi dar uma voltinha. Fomos eu e a amiga para uma balada semi-playboy porque programa bom é programa furada, não é mesmo? Só ficamos uma hora na boate mas deu pra encontrar ex cretino, aguentar cantada de menino de 21 anos auto-declarado virgem, encontrar quase-futuro-ficante com a atual e ouvir música estranha. Tudo muito bem, nada além do normal. 
A cereja do bolo é que acabamos a noite no carrinho que vende lasanha na região das prostitutas (todas trabalhadas na elegância). Olha, tava ótimo, eu celebrando a vida com uma massa gordurosa, até que um rato resolveu encrencar comigo. O bichinho saiu correndo de um jardim próximo e veio com tudo pra cima de mim. Levantei, gritei, dei chilique, ele voltou pro jardim. E ficou de lá me ME ENCARANDO. De tempos em tempos o bichinho corria pro meu lado, eu corria dele em pânico (claro, tudo com muita gritaria e faniquitos). E a pessoas olhando e me julgando, porque, né, eu também julgaria. E gente, tenho que dizer que isso foi a coisa mais interessante que me aconteceu assim, no último mês, mais ou menos. Então é isso que eu faço agora, sou humilhada por pequenos roedores em locais públicos. É isso mesmo, obrigada e muitos beijos a todos.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Gordice de quinta-feira.

Num belo dia você ganha dois pacotes de biscoitos caseiros lá da Bahia. Muito espertamente você abre os dois e experimenta pra ver qual você acha mais delicinha pra comer por último - toda boa gordinha sabe apreciar muito bem uma bela refeição e conhece a ordem ideal de comê-las. Aí você acha o Joaquim Teodoro mais interessante que o Primavera. Resultado: come o Primavera todo e, de tanto comer, passa a gostar mais dele e agora só consegue pensar em quantas vezes no cartão dá pra dividir a passagem pra Salvador pra ir comprar mais ou se a Casa de Noca anda pretendendo abrir uma lojinha virtual com delivey interestadual. Alguém tem notícias?

I don't want to stay here, I wanna to go back to Bahia!


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Aos 16.

Quando a gente tem 16 anos ir toda sexta pra porta de um shopping é um programão. Tomar cerveja ruim, ir à shows de juninho e esperar a mãe ir buscar depois é rotina. Mas quando a gente tem 16 anos fazemos alguns amigos que achamos que são os únicos e melhores e incríveis. Em grande parte das vezes os amigos que fazemos nessa época são ótimos enquanto ainda são nossos amigos e depois o tempo os afasta, a faculdade, os namorados, a distância. O que não torna essas relações juvenis menos merecedoras do nosso carinho, da lembrança. Mas alguns, em especial, acompanham suas transições de adolescente rebelde gordinha juninha e continuam perto pra ver o que tem por vir depois. Oito anos fazem que a distância, que tinha tudo pra melar a amizade, se tornou corriqueira. E o incrível é se reencontrar depois de um ano sem um abraço ou um choro no colo e sentir como se não nos víssemos há dias.



Até amanhã.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pela padronização dos pães de sal!

O tamanho do pão de sal é uma referência universal pro tamanho da sua fome. Uma criança come meio, uma pessoa que come pouco come um, uma pessoa que come normal chega a comer dois e por aí vai. É muito simples, a gente tem uma relação com o tamanho do pão de sal e isso influencia nossa compra. Mas o problema é quando você faz um cálculo da quantidade que deve levar para nutrir toda a família e quando chega em casa percebe que o pão daquela padaria específica é mini. E aí você tem que mudar toda a logística, se munir de cream-crackers pra tapar o buraco da fome ou dobrar a quantidade de recheio pra dar peso. Aparentemente, essas indústrias panificadoras andam fazendo chacota com a nossa cara e agora quando você for comprar pão francês vai ter que pedir pra moça pra te mostrar o tamanho do pão antes pra não dar aneurisma de ódio quando chegar em casa e ver o pacote com oito mini pães que equivalem por seis. Será que sou só eu que gostaria de um pouco de regularidade?


Céus, acho que a combinação tpm + cabeça de ex-gordinha + a minha relação levemente adoentada com comida tá me dominando. Afinal de contas, acabei de perceber que 90% de tudo que eu escrevo está relacionado com comida. Haha. Credo!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Things go better with Coke.

Dias atrás eu escrevi uma mensagem para o SAC da Coca-Cola reclamando que a minha Coca veio com gosto de Coca Zero. Confesso que por alguns instantes fiquei me sentindo uma chata de galocha, mas levantei o nariz e me escondi atrás do pretexto de que eu tenho todo o direito de reclamar quando um produto ou serviço adquiridos não atendem às expectativas.


Dois dias depois recebo um e-mail da Coca-Cola (emoção):


Olá Maria,

É muito bom receber elogios como o seu, o entusiasmo dos nossos consumidores é uma grande motivação para seguirmos oferecendo produtos e serviços cada vez melhores.
Em atenção ao recebimento de sua manifestação, encaminhamos seus comentários ao fabricante responsável de sua cidade, que tomará as devidas providências. Gostaríamos de pedir que preserve o produto, caso ainda não tenha descartado, porque precisaremos identificar algumas informações específicas.
Pedimos a gentileza de aguardar o contato do fabricante.
Permanecemos à disposição!

Coca-Cola Brasil. Abra Felicidade!



Mais três dias (ontem, no caso) recebo um telefonema da operadora de telemarketing mais fofa do Brasil que me fez uma série de perguntas quanto à qualidade do produto, cor, embalagem, cheiro, armazenamento no local de vendas etc. Nessa mesma ligação ela confere comigo a quantidade de garrafas que comprei (três de 2,5L) e sabe o que aconteceu hoje? UM MOÇO DA COCA-COLA VEIO AQUI EM CASA TRAZER COCA PRA MIM! É isso mesmo, Brasil! Além de me encherem de mil desculpas, recolheram a garrafa que eu havia guardado para fazer análises e me ressarciram das três Cocas bichadas que eu comprei.




Isso serviu para três coisas muitíssimo importantes:

1- Me mostrar que ser chata tem seus benefícios.
2- Provar que a Coca-Cola é magia e é felicidade.
3- Abastecer minha geladeira com Coca pro feriado.

Agora eu vou mandar uma nova mensagem ao SAC da Coca, dessa vez agradecendo a atenção de todos os envolvidos e é claro, passando o link do blog. Vai que numa dessas a gente fica com a Coca-Cola como seguidora, né? Ia ser RICO!

Bom feriadão!


quarta-feira, 28 de março de 2012

Querido Sr. Coca-Cola,

O limite que define se você é apenas uma pessoa que luta por seus direitos ou uma pessoa chata por natureza é tênue. Hoje, mais uma vez, eu exerci o meu direito como consumidora (lembram do Sr. Mentos e do Sr. Adams?) e dessa vez o alvo foi um pouco maior. Segue abaixo a mensagem enviada pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor da Coca-Cola do Brasil:




"Boa noite!

Acredito que vocês, como empresa grandiosa e multinacional que são, devam receber inúmeras mensagens de remetentes aleatórios muitas vezes preocupados apenas em gastar vossos preciosos tempos. No entanto, eu não costumo me envolver em tarefas que sejam feitas genuinamente para desperdiçar tão valioso recurso.

Sou uma consumidora voraz de Coca-Cola. Acredito que existam consumidores mais vorazes, mas sou bastante fiel ao produto de vocês. Em minha casa são consumidos uma média de três litros de Coca por dia. Numa análise geral, comparando a venda de 3L perto da quantidade de litros que vocês vendem por dia, pode não parecer nada, mas para mim é muito. Fazendo um breve cálculo (tomando como base o valor de uma garrafa de 2L R$3,56), gasto uma média de R$1950,00 por ano apenas comprando Coca-Cola pet para minha residência, sem contar, é claro, com os gastos em lanchonetes e restaurantes. Acho relevante lembrar que a minha paixão/vício é tão grande que já deixei de frequentar estabelecimentos que passaram a vender apenas Pepsi e seus companheiros de marca. Expus todo esse histórico para afirmar que, como boa conhecedora de causa, sei diferenciar muito bem uma Coca-Cola tradicional de uma Coca-Cola Zero (e coloco aqui que simplesmente abomino o sabor adocicado do aspartame da versão sem açúcar do produto de vocês).

Finalmente, a problemática que rege essa mensagem é a seguinte: comprei no mercado Mercadorama, localizado na avenida Victor Ferreira do Amaral em Curitiba-PR, três garrafas de Coca-Cola 'normal' de 2,5L nessa semana. Ao beber da primeira, senti um gosto muito forte de Coca ZERO e o mesmo aconteceu na segunda garrafa e hoje, ao abrir a terceira, mais uma vez senti esse sabor. O problema é que não consigo beber Coca Zero, então, fui obrigada a jogar fora todo o conteúdo das primeiras garrafas e comprar outras garrafas (dessa vez de 1L e 2L, que por sorte não tinham o mesmo sabor). Acho que talvez possa ter havido um erro no processo de embalagem dessas garrafas, que são todas do mesmo lote.

Inscrição impressa nas garrafas:

PR VAL 111612
3084723P130312
PET-PCR

Venho então, por meio desta mensagem, declarar minha insatisfação e saber o que pode ser feito para reverter este problema. Inclusive, não me desfiz do conteúdo da terceira garrafa (que não será bebido), caso achem por bem fazer algum tipo de análise.

Desde já, muito obrigada!"



No momento da postagem, fiz um breve cadastro passando dados pessoais, e-mail, telefones e referências para encontrarem meu Facebook, Twitter e coisas do gênero caso precisem me contactar. Depois não sei como meus contatos entram pra essas listas misteriosas de spam, mas ok. Tendo um retorno, informo vocês. Beijos.


terça-feira, 27 de março de 2012

rinite alérgica me faz bem

Tô com uma dor de cabeça assassina desde quinta-feira, tudo culpa desse tempo seco maldito. Nem dormir abraçada com o meu umidificador tem funcionado, então resolvi pegar um caminho mais direto e fui comprar um antialérgico ali na <3 farmácia <3

Voltei linda e de batom novo:
E nua e exibicionista. E de esmalte novo pra tentar me jogar naquela onda nova da unha com ~brocal~ nas pontinhas:
Então é isso. Um beijo de quem adora ficar doente!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Limite pra quê?


Em geral, as pessoas acreditam que a maneira como nos vestimos acaba sendo um fato determinador do que somos por dentro. Se isso é fato, se nos utilizamos das roupas que temos para demonstrar nosso interior, posso afirmar que eu e a Cris somos personificações do excesso e da falta de noção.

Sabe aquele momento em que você olha pro guarda-roupa e não vê NADA? Quando você tem uma ocasião importante, quando quer parecer inteligente ou sensual e tenta se munir de uma vestimenta adequada e constata que, na verdade, você não tem roupa nenhuma? Nós passamos por isso todos os dias. To-dos os di-as. E todos os dias também, a gente entra numa pseudo crise de casal com uma apontando o dedo pra outra, com olhares tristes, afirmando que uma tem mais roupa que a outra. É isso mesmo. Amizade é isso. Tem gente que sente necessidade de um equilíbrio de poder na relação, outras pessoas precisam de carinho, nós duas precisamos, basicamente, ter a mesma quantidade de roupas. O nível de sanidade alcançou patamares tão insanos que achamos por bem contabilizar nossos guarda-roupas.

A contagem ficou assim:

Saias - Cris: 34 / Lika: 48
Vestidos - Cris: 66 / Lika: 51
Casacos - Cris: 28 / Lika: 38
Calças - Cris: 7 / Lika: 15
Shorts - Cris: 4 / Lika: 14
Blusas e afins - Cris: 47 / Lika: 83
Sapatos e afins - Cris: 51 / Lika: 44



O que era pra ser uma solução para nossa crise se tornou uma vontade poderosa e incontrolável de ir pra um desses bazares de igreja/asilo/creche comprar roupa de baciada pra acalmar os ânimos. E só pra constar, mesmo depois de contar esse QUARTO INTEIRO cheio de roupas, nós ainda temos o disparate de reclamar e choramingar pelos cantos todos os dias no momento decisivo de escolher o look do dia. Sim, nós não temos roupa!